Gilmar Chaves
Gilmar Chaves Cardoso dos Santos é trombonista, músico de sopros e pesquisador musical baiano, radicado em Salvador. Sua trajetória reúne a experiência da música popular, das grandes bandas e orquestras, do ska, do jazz e da música instrumental, além de uma forte ligação com a pesquisa acadêmica e a tradição dos metais na música baiana.
Natural da Bahia, Gilmar começou sua trajetória profissional ainda jovem, tocando trombone em bandas de forró da região. Em 2002, mudou-se para Salvador, onde deu continuidade aos estudos e ampliou sua atuação profissional. Desde então, passou a participar de shows, gravações e turnês nacionais e internacionais.
Um dos capítulos mais importantes de sua trajetória é sua ligação com a Orkestra Rumpilezz, criada pelo maestro, compositor e arranjador Letieres Leite. Como integrante do naipe de trombones, Gilmar participou de uma das experiências mais relevantes da música instrumental brasileira contemporânea, baseada no encontro entre jazz, música de concerto e os ritmos de matriz africana presentes na Bahia. Seu nome aparece entre os trombonistas da Rumpilezz em apresentações e projetos da orquestra.
Gilmar também integra o Skanibais, grupo dedicado ao ska jamaicano com uma identidade profundamente baiana. A banda reúne músicos de sopros e de base para reinterpretar ska, reggae, MPB e samba, criando uma sonoridade que combina a tradição jamaicana com elementos da música brasileira. Gilmar atua no trombone e participa de diferentes formações do grupo.
Sua atuação na música instrumental inclui ainda o Sexteto 1 de Cada, grupo criado em 2014 por Fernando Rocha e Fernando Miranda. A formação trabalha com referências que vão de Letieres Leite e Lazzo Matumbi a Moacir Santos e Vitor Assis Brasil, e Gilmar integra o conjunto no trombone.
Paralelamente à carreira artística, Gilmar vem aprofundando sua atuação como pesquisador e acadêmico. Na Universidade Federal da Bahia, desenvolve pesquisa de mestrado profissional em Música relacionada aos trombones na Orkestra Rumpilezz, sob orientação de Lélio Eduardo Alves. Seu percurso acadêmico amplia uma característica já presente em sua carreira: o interesse pelo papel dos metais, pelos arranjos e pelas diferentes tradições que formam a música instrumental baiana.
Na Banda Terráquea, Gilmar ocupa o trombone e participa de uma proposta musical que aproxima o blues, soul, jazz e Rhythm & Blues das tradições afro-brasileiras. Em 2024, integrou a formação do espetáculo Samba & Blues, apresentado em Salvador ao lado das Ganhadeiras de Itapuã e de músicos como Lon Bové, Gabriel Bové, Ivanzinho Pacapuco, Victor Brasil, Isaías Rabelo e Luiz Rocha.
Sua presença acrescenta à Banda Terráquea a força e a sofisticação dos metais, estabelecendo uma conexão natural entre o universo do blues e R&B e a tradição das grandes formações de sopros da música baiana.
Ao longo da carreira, Gilmar trabalhou com importantes artistas e projetos da música brasileira. Seu currículo inclui participações em gravações de Caetano Veloso, Lenine, Flávio Venturini, Nação Zumbi e Zeca Pagodinho, entre outros. Também integrou formações ligadas a artistas de grande projeção na música baiana, como Ivete Sangalo e Bell Marques.
