Janis Dominique
Janis Dominique é cantora, compositora e atriz de Salvador, Bahia. Sua trajetória artística começou no teatro, aos 19 anos, quando integrou o musical As Mulheres de Seu Chico, uma homenagem a Chico Buarque apresentada pela Cia. de Teatro Lorena Pio. A experiência, que teve duas temporadas com o teatro Eva Herz lotado, marcou o início de sua carreira e revelou também sua força como intérprete.
Criada na Região Metropolitana de Salvador e posteriormente radicada na capital baiana, Janis cresceu cercada pela música. Filha do baterista Dimmy “Drummer” da Silva, recebeu o nome em homenagem à cantora Janis Joplin e teve contato desde cedo com o rock. Ao desenvolver sua própria identidade musical, aproximou-se especialmente do R&B contemporâneo, Neo Soul, soul, blues e jazz, referências que passaram a definir sua sonoridade.
A partir de 2019, Janis começou a se dedicar mais intensamente à música, apresentando-se em saraus, bares, festas e eventos em Salvador. Em 2020, lançou “Vênus”, sua primeira composição disponibilizada nas plataformas digitais, produzida em parceria com o beatmaker Gobis. A faixa combina R&B, Neo Soul e blues e aborda a liberdade feminina, o desejo e o direito de cada mulher viver sua afetividade de maneira plena.
“Vênus” marcou também o início de sua carreira solo. Posteriormente, Janis lançou os singles “Lilith”, em 2021, e “La Niña”, em 2022, ampliando seu repertório autoral e consolidando uma identidade que transita entre o R&B, o soul e a música pop. Seu catálogo também inclui trabalhos mais recentes, como “Bateu, Bê!”, presente no EP SSA/ID, EP. 2: Arte Viva, de 2025.
A trajetória de Janis Dominique é marcada, portanto, por uma combinação de teatro, interpretação, composição e pesquisa musical. Sua voz transita entre a tradição do soul e do blues e a linguagem contemporânea do R&B, enquanto sua experiência em Salvador aproxima seu trabalho da diversidade cultural e musical da Bahia.
Hoje, Janis representa uma geração de artistas baianos que não estabelece fronteiras rígidas entre gêneros. Entre sua carreira autoral e sua atuação na Banda Terráquea, ela vem construindo uma identidade própria, unindo R&B, Neo Soul, blues, jazz, pop e referências afro-brasileiras, com uma presença cênica que também carrega sua formação como atriz.